quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Desabafos #2

Ainda algum tempo, não muito, ouvi uma caloira minha (já de alguns anos, porque até ela já acabou o mestrado!), dizer que não é o facto de termos uma licenciatura ou um mestrado que faz com que nós tenhamos um "seguro de vida", mas sim o quanto nos esforçamos por ser os melhores. Eu concordei.

Quando me candidatei na altura para a minha licenciatura e posteriormente mestrado, fiz com dupla intenção: a de trabalhar conforme as condições que me pareciam mais seguras, mais ambicionadas por mim e também pelo facto de ser aquela a área que eu desejava trabalhar o resto da vida, ou pelo menos, era o que pensava...e ainda penso! Estranhamente sou daquelas que gosta de encher a secretária de papel e trabalhar sobre ele.

No entanto e como a maioria dos licenciados de Portugal, eu estou fora da minha área, mesmo depois de um estágio que fiz dentro dela. E custa. Custa por diversas razões, mas a maior delas todas é mesmo o esforço, o trabalho, o dinheiro, o sonho (no meu caso) e também a força de vontade que depositei nos meus anos como estudante universitária. 

Não desgosto do que faço agora. É diferente. E como tudo na vida faz nos pensar até que ponto queremos realmente algo. Até que ponto valeu a pena. Eis que, não preciso de pensar muito para saber que mesmo depois do resultado que se tem tido, nada foi em vão. Porque nada do que sonhamos e realizamos é em vão. As nossas expectativas podem ser muito altas, os nossos sonhos também. Mas, como tudo na vida, tudo muda e tudo tem uma grande e forte razão de ser. Talvez seja o passo que se precisa de dar, talvez seja a oportunidade que precisa aparecer, talvez seja um empurrão para algo melhor. Até porque...temos que nos esforçar por ser os melhores...e acreditem que isso não acontece de um dia para o outro. 

Beijo,

Patrícia.


domingo, 29 de janeiro de 2017

"Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida."

Sempre acreditei que a vida, essa que nem sabemos bem o que é, era demasiado grande para se perder por ai, assim rápido e fácil. No entanto e, como muitos de vocês, devo-me ter percebido ao longo dessa mesma que, infelizmente tudo se perde num segundo e, por vezes, nós nem damos por isso. 

Posso afirmar, com toda a minha certeza, que tenho saudade de tudo o que fui, de tudo o que passei e vivi e...ainda foi ontem, ainda foi à uma hora, um segundo, porque pode tudo...desaparecer no segundo seguinte. 

Pode até parecer demasiado deprimente e profundo, pode parecer sem nexo, mas gosto de pensar que, mesmo que não seja assim, nós devíamos de viver cada segundo como se fosse o último e quando penso nisso, tenho que automaticamente acrescentar aquele grande sentimento de culpa e arrependimento por tudo o que ficou pelo caminho...aquelas ditas cujas palavras que tanto se deve dizer e que por orgulho não se diz, ou aquele momento que fomos em frente e se calhar deveríamos ter voltado atrás. 

A vida, essa demasiado efémera e que ainda ontem me deixou com saudades de quem já foi, de quem partiu para nos dar uma lição e que ficou da mesma maneira. Pensei em todos, pensei no quanto eu dava para poder dar a mão, nem que fosse só mais uma vez, a quem já não posso, a quem só me veio cá dizer olá...e saber que vai estar ai...sempre a olhar por mim.

É tudo um segundo...e nós perdemos tantos. 

Beijo,

Patrícia.